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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

A morte


É difícil ser ateu. Encaramos a morte com olhos aterrorizados. A despeito de todos saberem que ela é inevitável, nós a encaramos como o fim de tudo. Não esperamos nada do além-túmulo. Não estamos indo ao encontro a deus ou a eternidade.

Quando nos apaixonamos, não esperamos viver no paraíso ao lado de nossas esposas ou maridos. Tornar-se-á célebre a frase de Ann Druyan, viúva de Carl Sagan, um dos ateus mais respeitáveis dessa geração, ao falar da despedida do marido, no leito de morte: “Nenhum apelo a Deus, nenhuma esperança sobre uma vida pós-morte, nenhuma pretensão que ele e eu, que fomos inseparáveis por vinte anos, não estávamos dizendo adeus para sempre.” São palavras terríveis, mas sabemos que são verdade.

Sabemos. A consciência ateísta, quando surge, nos eleva a uma percepção única. Passamos a enxergar a vida como a areia da ampulheta, que escorre inexoravelmente pela fenda. Não importa o quão correta tenha sido sua vida, no fim, a morte reina absoluta. ANTONIO VIDES JUNIOR
É preciso mudar, e mudar o mudado. Leu leutraix

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Decisões erradas..

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leu leutraix
um deus cruel leu leutraix
Em Genesis e Exôdo, Ele é mostrado como um ser inconsequente. Faz as coisas sem pensar. Desiste da
humanidade e afoga todo mundo (ao invés de tirar só os nefilins que eram o problema), depois se sente
arrependido e dá um arco-iris de presente pros que sobram. Depois conversando com Abrãao (?) diz que
vai destruir uma cidade, e o profeta tem que negociar com Deus tentando poupar as pessoas. Em outra
ocasião sai correndo atras de seu profeta numa taberna… enfim, diversos relatos que mostram que ele
era péssimo em tomar decisões.
Exodo e Levitico – resolve legislar. Pega leis emprestadas de outros povos, adapta-as e manda
inclusive apedrejar jumentos. Isso é que é lei divina!
Nos tempos de Josué – vira um guerreiro troglodita, que mata, saqueia, põe fogo, escraviza e acha que
assim os povos da região vão saber quem ele é, o Melhor Deus de Todos! E pior, se algum soldado do
exercito saqueia descumprindo alguma instrução pra determinada batalha, Ele intervem e mata o soldado
e a familia. Não difere muito dos chefes de tráfico das favelas.
Se existisse pneus e gasolina naquele tempo, Jeová teria instituido o microondas.
Na época de Jeremias e Isaias Ele, como chefe do morro, sai determinando que todos os povos vizinhos
serão julgados e executados.
O que mais me chocou lendo o velho testamento é quando Deus manda os israelistas enfiarem a espada da
barriga das mulheres grávidas das outras nações! E somentes a meninas virgens poderiam viver para
serem escravas sexuais deles! Eu fiquei chocado quando li isso, nao dá pra inventar desculpas pra
chamar alguem assim de amoroso!
Isso só reflete o que o escritor da epoca queria que Deus fosse, mesmo sem ele existir!
To assistindo a série Spartacus, e vejo como era a vida das escravas sexuais no imperio romano
antigo… vendo elas sendo forçadas a fazer tudo para os seus donos na frente de todo mundo… só
lembro destas passagens biblicas!
Que nojo!
PERSONALIDADE DE DEUS
A personalidade de um Deus que –
Envia ursas para matar crianças
Mata um profeta que profetizou, mas voltou pelo caminho errado
Extermina toda vida na terra – Homens e animais
Incentiva o tempo que seus servos irem pra guerra e saquear
Manda que os soldados matem virgens, crianças e velhos
Permite e dá regras para escravidão
Dá regras sobre apedrejamento de animais
e muito mais que isso…
Esse deus é questionável. Tem tudo para ser fruto de mentes humanas arcaicas e primitivas.
O que mais espanta, é seu culto ter sobrevivido até hoje e seus seguidores dizerem que ele é sábio,
justo e AMOROSO.
“Um ser com fome nào consegue nem ler. “
Colocação perfeita ! Nota mil ! para um exclído, não existe amanhã, e sim um constante hoje de
miserabilidade e fome !
Muita hipocrisia dar um folheto com belas ilustrações de banquetes e de pessoas coradas e bem nutridas
e deixar o outro com o estômago tendo contações de fome, e com os olhos opacos de angústia !
Chega a beirar a crueldade, só não é devido a cegueira prática e social das tjs, devido a seu
condicionamento doutrinário que os faz pensar que estào fazendo o bem em um gesto assim !
mas não deixa de ser uma maldade baseada na ignorância.
Isso sem contar no caso de Caim e Abel—Caim deu o seu melhor, que eram frutos da terra….Mas Jeová
não queria saber de abóbora, rabanete, muito menos de nabo…o negócio Dele era sangue, sangue, então
ficou felicissimo com o presente de Abel: o melhor animal do rebanho ser sacrificado. Ora se Ele, o
TodoPoderoso, é o Deus da vida, porque ficou feliz com a morte de um ser vivo….pra quê ele queria o
sangue de uma animal? Tudo bem que ele não curtia comer rabanete, acelga ou batata-doce, mas porque
raios de razão também , os pimpolhos Caim e Abel precisavam dar presente a Jeová se ele já era dono de
tudo????
AS DECISÕES ERRADA DE UM DEUS
As decisões erradas de um Deus
por kooboo em 02 Jul 2010 15:36
As decisões erradas de Deus –
Adão e Eva desobedecem, Ele já tinha prometido mata-los caso fizessem isso – não matou, deixou que tivessem filhos e tornou os filhos deles imperfeitos.
Os Nefelins tomam conta da terra – Deus permitiu que isso ocorresse. Resolve mata-los e de quebra mata toda a humanidade, bichos e plantas.
Deus salva Noé e sua família – mas não cuida de educa-los e eles caem nos mesmos erros. Menos de 100 anos depois, Deus já havia sido esquecido da humanidade.
Os homens resolvem construir uma cidade e não se espalhar – Solução divina? Confundir a língua deles.
Deus escolhe um povo – O povo escolhido por Ele nunca quis saber de obedece-lo.
Deus pra dar uma lição de moral, manda matar seu próprio filho.
Imaginem se estivesse em um tribunal, sendo julgado um sujeito acusado de –
Má administração
Genocídio (extermínio de massas por afogamento)
Responsável por diversas guerras
Xenofobia (extermínio de cananeus, filisteus, amonitas, etc)
Incitação de ódio
Incentivou a criação de uma raça ariana (os hebreus não podiam se misturar)
Matança de animais (sacrifícios, oferendas e morte por afogamento)
Matar o próprio filho
Plagio de idéias (a idéia de um livro sagrado original foi dos hindus, as leis dadas a Moises eram originalmente dos Egípcios)
Uso abusivo de poder
A verdade é que essas passagens bíblicas são como uma pedra no sapato dos cristãos, que sempre sentem um desconforto ao tratar das maldades do seu deus.
Tem uns calvinistas que admitem logo e confessam que deus tem um bom propósito para o mal que ele mesmo predeterminou de maneira ativa. Daí você pensa em uma criança sendo esquartejada ou torturada, pensa em dores insuportáveis que pessoas sentem ao sofrerem com câncer, pensa em estupros de meninas, demorando um bom tempo sofrendo antes de morrerem, e pensa que foi deus quem predeterminou isso e ainda TEM que achá-lo uma pessoa muito amorosa e sábia, e santa.
Enfim, os cristãos adoram e amam um personagem maluco, psicótico e sádico.
O melhor que eles fazem mesmo para amainar o desconforto com as maldades de seu deus é tergiversar como os descrentes não possuem nenhuma base moral absoluta para avaliar a crueldade de deus.
Poltergeist escreveu:
Quer coisa mais estapafúrdia um deus todo poderoso fazer um homem trabalhar anos e anos pra construir uma arca, inundar toda a Terra pra salvar 8 pessoas, tão imperfeitas quanto as que morreram?
Por quê Jeová não chamou aquele anjo Chuck Norris, que matou 185 mil soldados assírios numa só noite, pra fazer o serviço? Não daria na mesma, além de ser mais simples?
A fábula da Arca de Noé é ridícula demais.
Isso é algo que sempre achei uma grande besteira, na minha opinião, em diversas religiões. O velho reducionismo dos seres humanos, nós nunca somos porcaria nenhuma, somos meras criaturas nas mãos de seres superiores, nunca temos livre arbítrio de verdade, temos sempre que viver debaixo do jugo de alguém. E claro, não posso nunca tentar, querer entender tais criaturas ditas superiores, criaturas essas que nunca se apresentam além das palavras escritas em um monte de papel. O ser humano como sempre é tratado como se fosse lixo, não temos mérito em absolutamente nada, nossos mais de 100 bilhões de neurônios só existem para prestarmos reverências a criaturas que nunca se manifestam de verdade.
Leu leutraix

Pastores picaretas
Lugar de comunista
LEU LEUTRAIX 16 Glen St. Cliffiside Park NJ – 07010 U.S.A.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Sabonete aroma.

MAU CHEIRO NA IGREJA
TIRA O BODE!

Parece piada, mas não é! A turma da “PROSPERIDADE” está distribuindo o sabonete “CHEIRO DE OVELHA” para os seus fiéis, indicado para combater o mau cheiro exalado pelos bodes nos “apriscos” clandestinos da religião. Se você estiver com problemas de odor desagradável na sua igreja, não se preocupe as empresas “VALDEMIRESNSE”, “R.R.SOARESNSE” e “UNIVERSAL PRODUTOS IMPORTADOS” – do inferno – têm a solução! Sabonetes “Cheiro de Ovelha”, uma benção! A fragrância que faltava no mercado da fé! Mas muita atenção! Não é indicado para quem tem hipersensibilidade a ética, a verdade e aos princípios cristãos de conduta, pois pode causar sérios danos a saúde espiritual.

As firmas citadas são empresas untadas com “Geizuz”, o puro óleo, no fogo puro do Rê-Tê-Tê e recheada das promessas vazias de homens cheios de vaidade e ganância. Seus gerentes são “pseudo-evangélicos” transvestidos de “ovelhas”, debochados, que usam a Bíblia para pregá-la com cruéis cravos na testa de desesperados e ai de quem se opor a eles! Serão castigados… Praticam o ato de obter vantagem patrimonial ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo em erro alguém através do meio fraudulento de venderem prosperidade, curas e milagres, pregando para o povo um cristianismo banalizado corrompido pelas artimanhas do inimigo. Os boletos bancários de depósito comprovam o que digo. O interessante é que o “cheiro de bode” ofusca o “cheiro da ovelha” dando a impressão de que todos são caprinos no mesmo ambiente. Em muitas igrejas os odores estranhos se tornaram normais e já não causam mais nenhum incômodo.

Você é cheiroso? O Não precisa responder! O poder da mídia no mundo hodierno tem levado muitas pessoas a banalizarem o certo; invertem os valores antes consagrados como certos e isto tem levado muitas a exalarem o fedor do pecado e a oferecerem carniças a Deus em vez de cordeiro sem defeito. E como tem carniça por ai sendo oferecida no altar como se fosse carne de ovelha! Tem muita igreja que não são anjos, mas urubus que sobrevoam na busca de uma chance para resgatarem a parte deles.

Quando vamos comer algo, olhamos a comida e sentimos o cheiro gostoso, logo vem a vontade de degustar aquele alimento. Quem não gosta de um bom prato? Por outro lado, você já ficou ao lado de uma pessoa fedida? Roupas, cabelos, axilas, pés, boca, tudo atraindo moscas, não tem algo tão ruim, repugnante. Mas, responda rapidamente, qual perfume é o seu? Qual o perfume de sua igreja? E o de seu Pastor?

Ah! Mas, para combater o odor desagradável foram criados uma gama enorme de perfumes; tem produto para todos os gostos. O segredo de um perfume está na substância aromática ou na essência, que o compõe. O cheiro agradável e penetrante é exalado por uma substância extraída por técnicas que são guardadas em segredo pelos fabricantes. Só lembrando, tem muita coisa falsificada no mercado!

Quero apenas lembrar que lugar onde o “Pastor” trata suas ovelhas não deveria ser um “gabinete” com escrivaninha, computador e cadeira de executivo. O lugar de um Pastor tratar as suas ovelhas é o “aprisco” aconchegante, protegido e seguro, onde o próprio Pastor dorme à porta para defender seu rebanho dos lobos que rondam buscando uma oportunidade para atacarem. O que? É assim mesmo? Isto é exagero! Pois, sugiro então que você conheça a rotina de um Pastor de ovelhas lá do Oriente Médio. Mas é verdade, Pastor dorme com o rebanho, ao relento; o Pastor come com o rebanho, anda com o rebanho; o Pastor está sempre com o rebanho onde quer que ele vá. Ele tem o cheiro das ovelhas impregnado nas suas vestes e nas suas narinas, ele as conhece pelo cheiro que exalam.

Penso que “Pastor” não combina com mesa, terno, gravata, gabinete, shows, extravagâncias, espetáculos ou coisas semelhantes. Para mim está muito claro, e segundo a Bíblia, a palavra “Pastor” combina com campo, pasto, curral, ovelha, noites mal dormidas, roupa surrada de trabalho campestre, etc. Pastor combina com cajado, com sol, com lugares abertos, com calças dobradas para cruzar os riachos, com ovelha nos braços; O cheiro do “Pastor” deve ser o “cheiro de ovelha”, cheiro do pó levantado pela caminhada do rebanho. O “Pastor” deve viver em função do rebanho e não o rebanho em função dele. Pelo seu cheiro ele deve ser identificado pela sociedade, não como um “bode catinguento” que espanta todo mundo e contamina o ambiente, mas com um odor agradável de ovelha com as quais ele lida no seu exercício ministerial.

Jesus, o “Supremo Pastor” nunca estava em uma sala fechada esperando as pessoas virem a ele. Não, Jesus não era assim, Ele estava onde as pessoas estavam, nas festas de casamento, nas mesas de banquetes, nas casas das pessoas, nas praças e nos lugares públicos como as sinagogas. Sim, é verdade, Jesus às vezes se retirava para descansar, orar, refletir e ficar sozinho, mas era por pouco tempo e já estava ele lá de novo, no meio do povo.

Voltando ao tema, cuidado com a insensibilidade do olfato, você pode ser traído! Tanto o “cheiro” como o “fedor” ao ser exalado por muito tempo torna-se comum, os nossos sensores são condicionados. Isto vale para a vida espiritual também. É importante ressaltar que o confronto entre uma pessoa “cheirosa” com uma “mal cheirosa” causa mal estar e um incomodo que é natural. Assim é o crente com o não crente; o justo com o injusto. O pecado pode tornar uma pessoa cheirosa em uma pessoa mal cheirosa, mas também é o único capaz de transformar “ovelha” em “bode”! O duro é que tem muita gente trocando de lado, se acomodando com o cheirume do chifrudo, e o que é pior, debaixo de pele de ovelha. Um cristão autêntico não é detectado por suas posses e sim pelo seu caráter, se exala o cheiro de Cristo, com certeza, irá atrair outros a ele. Vale ressaltar que Jesus é que nos transforma em cheiro agradável, pois não há essência cheirosa em nós e, por isso, exclusivamente por isto, não exalamos um bom perfume. Mas com Cristo, o fedor do pecado é arrancado pela regeneração, e neste caso, é o “bode” que é transformado em “ovelha”.

Certa vez me perguntaram sobre o que seria a igreja ideal na terra? De onde partiu, era no mínimo maliciosa pela conduta nada transparente de quem a fez. Refletindo rapidamente sobre isso e sem dar chance para comentários distorcidos, respondi que a igreja ideal é aquela que é simplesmente igreja. É aquela onde ovelha tem “cheiro de ovelha” e não de “bode”. Um local onde cada membro do “Corpo de Cristo”, sem exceção, exerce e aprimora os seus dons; Onde a liberdade da glória de Deus, a comunhão com os irmãos e a admoestação mútua acontece como algo natural. Onde há louvor e não barulho; Onde Deus é exaltado e não pessoas. Para ser claro, que ela seja simplesmente, “igreja”. Nada mais. Mas, para a minha tristeza, tem muita coisa sendo chamada de “igreja” com muita gente sendo literalmente enganada por seus “donos”.

Portanto, se você é um crente, você deve exalar o “bom perfume de Cristo”, tanto na igreja como lá fora, diz Paulo. Que o seu perfume possa contagiar e atrair a todos que estiverem ao seu lado. Mas lembre-se, em hipótese alguma aceite, mesmo se for de graça, os sabonetes da marca “cheiro de ovelha” que andam oferecendo nos mercados evangélicos das esquinas da religião. Eles são falsificados e podem causar danos à sua fé e à sua relação com Deus.

Carlos Roberto Martins de Souza

Autorizado para leu leutraix

sábado, 11 de junho de 2016

Nada é eterno

Em alguns séculos até nossas tumbas se tornarão ilegíveis pela ação do tempo, restos de ossos serão tudo o que restará de nós. Exceto pela fossilização, até estes ossos serão desintegrados e nada de nós restará. Tudo de que fomos feitos será absorvido por outros organismos — plantas, animais, e até outros seres humanos. Novas espécies aparecerão, florescerão e desaparecerão, rapidamente substituídas por outras que preencherão o nicho deixado pela sua extinção. A humanidade também sucumbirá à extinção. Toda a vida na terra será varrida quando nosso sol moribundo tornar-se uma gigante vermelha, engolindo então a Terra. Finalmente, o universo tornar-se-á incapaz de permitir a existência de qualquer tipo de vida devido à sua eterna expansão, deixando apenas calor residual e buracos negros, ou senão se contrairá novamente unindo toda a matéria e energia num único Grande Buraco Negro. De qualquer forma, toda a vida no universo desaparecerá para sempre. Leu leutraix

terça-feira, 3 de maio de 2016

Jeová sente prazer

Introdução: Vamos analisar rapidamente qual a utilidade das matanças de animais no velho testamento, e quem é o autor, isto é, quem determinou e estabeleceu o holocaustos de animais inocentes segundo os autores da bíblia.

Jeová declarou aos sacerdotes do velho testamento o seguinte: Também cada dia preparará um novilho por sacrifício pelo pecado para as expiações, e purificarás o altar, fazendo expiação sobre ele; e o ungirás para santificá-lo; Ex 29:36. Os cristãos dizem que Deus não quer sacrifícios deste tipo, pelo menos na lei o deus do Monte Sinai pediu sim. Jeová determinou todo o ritual de holocaustos e sacrifícios de animais e depois disse que não foi ele.

Jeová disse: Porque nunca falei a vossos pais, no dia em que os tirei da terra do Egito, nem lhes ordenei coisa alguma acerca de holocaustos ou sacrifícios; Jr 7:22. Ou Jeová falou ou não falou. Essa é a divergência entre os autores do livro de Êxodo e do livro de Jeremias. Quem mandou matar animais? Um deus imaginário, que só existia em sua mentes doentes?

E disse mais Jeová: E tirará toda a sua gordura, como se tira a gordura do cordeiro do sacrifício pacífico; e o sacerdote a queimará sobre o altar, em cima das ofertas queimadas do Senhor; (Observe que a matança é para o Senhor) assim o sacerdote por ele fará expiação dos seus pecados que cometeu, e ele será perdoado; Lv 4:35. São centenas de passagens que constam sobre os rituais de matança de animais para expiação dos pecados e como os sacerdotes deveriam fazer a degolação e a cremação dos pobres animais sobre o altar do deus Jeová.

Jeová antes de ditar a lei já tinha estabelecido holocaustos de animais. E edificou Noé um altar a Jeová; e tomou de todo o animal limpo e de toda a ave limpa, e ofereceu holocausto sobre o altar; Gn 8:20-21. Jeová sentiu o suave cheiro, pra Jeová cheiro de sangue e carne queimando é coisa agradável. É estarrecedor! O próprio Jeová ensina como devem morrer os animais: Assim queimarás todo o carneiro sobre o altar; é um holocausto para Jeová, cheiro suave; uma oferta queimada ao Senhor; Ex 29:18. Oferecer animais as divindades imaginarias antigamente era um costume comum.

A teologia declara que esses rituais eram figuras do sacrifício de Jesus, vamos ver o que diz o evangelho para que essa mentira teológica seja jogada fora. Os mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, não pode aperfeiçoar os que a eles se chegam. Doutra maneira, teriam deixado de se oferecer, porque, purificados uma vez os ministrantes, nunca mais teriam consciência de pecado. Nesses sacrifícios, porém, cada ano se faz comemoração dos pecados, porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados. Por isso, entrando no mundo (Jesus), diz: Sacrifício e oferta não quiseste, mas corpo me preparaste; holocaustos e oblações pelo pecado não te agradara. Sacrifício e oferta, e holocaustos e oblações pelo pecado não quiseste, nem te agradaram, os quais se oferecem segundo a Lei; Hb 10:1-8. Segundo o autor do livro de Hebreus os sacrifícios feito pelos judeus eram inúteis em relação a purificação do homem. O autor da carta era contra as matanças.

Se os sacrifícios não valiam de nada, pra que tanta matança, somente por uma simbologia da vinda do messias? Francamente. Veja só o mar de sangue que ouve na inauguração do templo de Salomão: E o rei Salomão, e toda a congregação de Israel que se congregara a ele, estavam com ele diante da arca, sacrificando ovelhas e vacas, que não se podiam contar nem numerar pela sua quantidade; I Rs 8:5. Foram milhares de animais mortos, um mar de sangue. Tudo isso por uma simbologia da vinda do messias ou pela inauguração do templo de Salomão? Tudo era para comemorar o maldito templo que Salomão construiu a Jeová. Isso era oferta de sangue que agradava a Jeová, que gosta de cheiro de sangue, e de carne morta queimada. Cheiro suave.

Resumo
Se sacrifícios de animais nunca tirou pecados, então pra que serviam? Segundo Paulo Israel sacrificava aos anjos. Costume judeu abominável.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Aqui em reno oeste americano

O aço

"A carne,o ferro, o aço podem deteriorar e sumir...más meus feitos,minha corágem e minha honra nunca sumirão...enquanto as histórias dos meus feitos continuarem habitando as mentes e corações dos vetdadeiros guerreiros que assim como eu um dia irão tombar em combate como a forma mais honrosa dr se deixar esse mundo sujo!"
Operacionais.

sábado, 14 de novembro de 2015

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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Recarga pay

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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Compra de mp

MP aponta crime de extorsão em compra de medida provisória no governo Lula http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/mp-aponta-crime-de-extorsao-em-compra-de-medida-provisoria-no-governo-lula autorizado para leu leutraix

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Mochileiros da fė

LEU LEUTRAIX NEWS

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sábado, 22 de novembro de 2014
mochileiros da fé
O avanço da Igreja Mundial do Poder de Deus, liderada por Valdemiro Santiago (foto), chama a atenção de especialistas que já enxergam uma inevitável concorrência. Autor de uma tese sobre a igreja diz que o aparecimento da denominação trouxe à tona um fenômeno entre os evangélicos sobre a máxima de que “nada se cria, tudo se copia”.
São seis horas da manhã de um domingo e algo anormal acontece na região central da cidade de São Paulo, geralmente deserta no primeiro dia da semana. Veículos e pedestres disputam lugar na Rua Carneiro Leão, que abriga a sede da Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD), a mais nova denominação neopentecostal de grande porte a surgir no cenário brasileiro.
Dentro do enorme salão, antes utilizado por uma fábrica e agora chamado Templo dos Milagres, cerca de 15 mil pessoas parecem hipnotizadas pelo discurso do homem de meia-idade, negro e alto que está sobre o palco. O cenário lembra uma mistura de romaria católica, com fiéis segurando esperançosamente fotos de parentes, carteiras profissionais e garrafas de água – objetos que mais tarde serão ungidos –, e arena de boxe, com refletores e câmeras de tevê iluminando o tablado central. Não se pode perder uma cena sequer – afinal, todo o material gravado vai ao ar nos diversos horários que a igreja ocupa na tevê.
O foco das atenções é Valdemiro Santiago de Oliveira, 45 anos, o apóstolo da denominação. Com inconfundível sotaque mineiro – é natural da pequena cidade de Palmas, interior de Minas Gerais –, o pregador movimenta-se de um lado para o outro, com bom domínio de cena.
Entre suas pregações feijão-com-arroz, ele se define, rindo, como “roceiro” e “comedor de angu”. Abraça as pessoas, chora com elas e derrama grossas gotas de suor, prontamente enxutas com uma toalhinha que depois é disputada pelos fiéis. Microfone em punho, Valdemiro entrevista pessoas da platéia. Testemunhos de cura de câncer, Aids, surdez, miopia se misturam a relatos de famílias restauradas, filhos que largaram as drogas e empregos que caíram do céu, tudo contado sob forte emoção.
Tanta efervescência tem feito com que a Igreja Mundial cresça e apareça. Nascida há pouco mais de dez anos, em Sorocaba (SP), a denominação já alardeia possuir 500 templos em quase todo o país, além de representações em Portugal, Espanha, Japão e Moçambique, bem como nos vizinhos Uruguai, Argentina e Colômbia. Não se tem estatística confiável sobre o número de membros, mas os templos surgem aos borbotões pelos centros urbanos, repetindo o que aconteceu, em tempos idos, com duas outras gigantes neopentecostais: a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), surgida em 1977, e a Igreja Internacional da Graça de Deus, fundada em 1980 como dissidência da primeira.
O avanço da IMPD chama a atenção de especialistas, que já enxergam uma inevitável concorrência. “O crescimento da Igreja Mundial põe em evidência uma feroz disputa por fiéis”, opina o professor Ricardo Bitun, doutor em ciências sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Autor da tese Igreja Mundial do Poder de Deus: Rupturas e continuidades no campo religioso neopentecostal, o especialista diz que o aparecimento da denominação trouxe à tona um controvertido fenômeno entre os evangélicos que materializa aquela máxima de que “nada se cria, tudo se copia”: “Encontrei muitos pastores, não só entre os da Mundial, que imitam os trejeitos de Valdemiro. Falam com o mesmo sotaque mineiro, andam pelo púlpito, apertam os fiéis entre os braços”, observa.
Além da clonagem de estilo, que se assemelha ao processo que ocorre na Universal – onde os pastores imitam a voz e até os gestos manuais do líder supremo, bispo Edir Macedo –, Valdemiro Santiago tem muito mais a ver com a Iurd. Foi lá que ele se converteu e foi lançado no ministério religioso, pelas mãos do próprio Macedo. Durante 18 anos, militou na Universal, primeiro como pastor, e depois bispo. Foi missionário e ajudou a expandir as fronteiras da denominação na África.
Mochileiros da fé
O dirigente da IMPD dá muita ênfase ao relato de um salvamento no Oceano Índico, narrado em seu livro O grande livramento. Ele conta que só não se afogou porque foi resgatado por anjos. “A narrativa espetacular, de alguém que foi salvo da morte, fortalece sua imagem de homem de fé e valoriza seu discurso”, observa Bitun, deixando claro que não questiona se a história é verdadeira ou não. O motivo da saída de Valdemiro da Universal teriam sido desentendimentos acerca da nomeação de novos bispos para a cúpula da igreja, processo que o próprio Macedo faz questão de capitanear pessoalmente. Fato é que uma pequena reunião domiciliar com outras dezesseis pessoas, entre as quais a mulher de Valdemiro, Franciléa, e as duas filhas, Rachel e Juliana – mais tarde alçadas aos cargos de, respectivamente, bispa, missionária e ministra de louvor –, logo começou a expandir suas tendas. Um salão alugado aqui, um cinema adaptado ali, e a Mundial foi crescendo, visando à mesma fatia de público que a Universal e a Graça: as classes de C para baixo.
“É o que chamo de mochileiros da fé. Há muitos membros egressos da Graça e da Universal, inclusive pastores e obreiros”, continua Ricardo Bitun, que também é pastor e professor de ciências da religião na Universidade Mackenzie. A disputa por almas entre as três denominações já se faz sentir de maneira intensa. As provocações contra outras igrejas são, de certa forma, incentivadas pelo apóstolo da IMPD. É comum ele entrevistar pessoas que narram suas frustrações em outras igrejas e suas conquistas na Mundial. “Ele diz: ‘Lá não aconteceu, é? Vem pra cá, Brasil, aqui o milagre acontece’. É uma forma de dizer que apenas ali e, não nas concorrentes, está a bênção”, conclui Ricardo Bitun. Não por acaso, “Vem pra cá, Brasil”, é o bordão da programação televisiva da Mundial.
Valdemiro se diz perseguido por líderes evangélicos e políticos. Diz que querem fechar suas igrejas e tirá-lo da televisão. Sem mencionar o nome, faz menção a um pregador muito “educadinho”. “Ele diz ser missionário”, provoca o líder da Mundial, numa clara alusão ao fundador e dirigente da Igreja da Graça, Romildo Ribeiro Soares, o R.R.Soares, outro que faz da telinha um púlpito para entrar em milhões de lares pelo Brasil afora.
Animosidade
Milagre é o assunto predileto de quem vai à Igreja Mundial do Poder de Deus. A maioria dos fiéis diz ter uma história para contar. “Ele é um homem ungido”, diz Isabel Clementino Ferreira, 52 anos, referindo-se a Valdemiro. Como prova da cura que diz ter recebido, gesticula amplamente os braços. “Tinha tantas dores que não conseguia fazer esses movimentos”, explica. Ao lado, as pessoas assentem com a cabeça. A comerciária Ângela Maria Marques da Silva, 53, chega para a conversa e começa a contar sua história de três anos na Igreja Universal, onde, segundo ela, nunca recebeu “a bênção”. “Aqui, com o apóstolo, fui curada de uma hérnia de disco e um mioma no útero. Quando ele chega, dá para sentir uma presença diferente no lugar”, acredita, reverente.
A mulher abre sua pequena Bíblia e lê a passagem de Mateus 24, onde Jesus afirma que derrubaria o Templo de Jerusalém e o reconstruiria em três dias, numa alusão à sua morte e ressurreição. “Sabe o que é isso? São os falsos profetas. Vê só a Renascer que desabou. Aqui, é diferente”, diz, com orgulho. A tragédia, ocorrida no dia 18 de janeiro, quando o templo-sede da Igreja Renascer em Cristo, também em São Paulo, veio abaixo, provocou a morte de nove crentes. A animosidade demonstrada pelos membros da Mundial é um eco do que é dito em seu púlpito. Em recente programa de tevê, Valdemiro se queixou que o “pastor educadinho” teria articulado com políticos maranhenses para que ele não pudesse usar o ginásio municipal da capital daquele estado, São Luís, para seus cultos. “Mas foi melhor, fizemos na praça e reunimos muito mais pessoas que caberiam no ginásio”, desdenha. Procurada por CRISTIANISMO HOJE para dar sua versão sobre o acontecido, bem como responder às insinuações do líder da Mundial, a Igreja da Graça não retornou os contatos da reportagem. Da mesma forma, a Igreja Universal, embora tenha solicitado que as perguntas fossem feitas por e-mail, não respondeu questionamentos acerca de suposta evasão de seus fiéis em direção à IMPD.
Hierarquicamente subordinado a Valdemiro, o pastor Ronaldo Didini é o homem forte da IMPD. Só que, ao contrário do chefe, que se reconhece simples e de pouca instrução, Didini é articulado, preparado e tem extrema vocação empresarial. É ele que está à frente da expansão corporativa da igreja, inclusive dando as cartas quando o assunto é televisão. Com passagem fulgurante pela Universal, onde se destacou como apresentador do extinto programa 25ª Hora, exibido pela Rede Record e que marcou época na TV evangélica brasileira, Didini também passou pela Graça, tendo ajudado a consolidar a igreja de Soares na Europa. Mais tarde, fundou lá a própria denominação, a Igreja do Caminho, mas pouco mais de três anos depois estava de volta ao Brasil.
Didini conta que chegou em situação dificílima e que foi Valdemiro quem lhe estendeu a mão. Agora, faz questão de destacar as qualidades da casa nova. “A Mundial representa um movimento autêntico de fé”, afirma. “Nosso culto tem três horas e meia e não se vê o apóstolo pedir mais do que 15 minutos de oferta”, argumenta, numa crítica nada velada à Iurd, cujos cultos promovem verdadeiros leilões de bênçãos. Ele admite que esteve “cego” no passado, em relação à teologia da prosperidade – doutrina que fundamenta a atuação das igrejas neopentecostais e que foi pregada durante anos pelo próprio Didini e por Valdemiro, que agora a definem como “coisa do demônio”.
Pressão pelo dinheiro
O pesquisador Paulo Romeiro, doutor em ciências da religião pela Universidade Metodista e dirigente da Agência de Informações Religiosas (Agir), reconhece que a igreja de Valdemiro tem características que a diferem das organizações similares. “Sua metodologia diverge da praticada por outros líderes de igrejas neopentecostais. A maioria das pessoas que frequentam a Mundial é composta por gente simples, mas que se identifica com seu líder, que senta-se ao lado delas, abraça e chora com seus fiéis”, analisa. “Eu o comparo com o movimento que David Miranda, da Igreja Deus é Amor, e Manoel de Mello, de O Brasil para Cristo, fizeram entre os anos 1950 e 60, época da segunda onda do pentecostalismo brasileiro, baseado nas curas divinas – com a diferença de que está melhor preparado em termos de conhecimento e não enfatiza usos, costumes e doutrinas”, comenta Romeiro, que é pastor da Igreja Cristã da Trindade, na capital paulista.
No entanto, o estudioso acha que a Mundial já dá sinais de que logo será mais do mesmo. “O ministério de Valdemiro, assim como outras igrejas, direcionará suas ações pastorais para as necessidades imediatas das pessoas”, prevê. Ele lembra que a Mundial também usa símbolos de fé, como o copo de água, a rosa e o pão abençoado. “Isso é copyright da Universal”, brinca. Autor do livro Teatro, templo e mercado: Organização e marketing de um empreendimento neopentecostal (Editora Vozes), o professor Leonildo Campos, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo, concorda: “De todas as dissidências da Universal, apenas a Igreja da Graça e a Mundial do Poder de Deus ‘deram certo’ nesse complicado processo de clonagem e de reprodução de igrejas e fórmulas semelhantes”, avalia.
Na visão do estudioso, o que está em jogo para a Mundial é sua consolidação no mercado religioso brasileiro – no que, a propósito, iguala-se às igrejas que tanto critica. “Esses novos empreendimentos religiosos, ao empregarem a visão de mercado, desenvolvem mecanismos de competição apropriados para tempos de pluralismo e diversidade religiosa na geração de sua própria marca publicitária.” Nesta análise, a Igreja Mundial é apenas mais do mesmo – “No neopentecostalismo, está cada vez mais difícil separar o novo do velho. Na disputa por um lugar ao sol, Valdemiro tem mais é que bater nos demais pentecostais ou evangélicos tradicionais.” Leonildo lembra outro ponto comum entre as denominações dessa linha teológica: a pressão pelo dinheiro, fundamental na manutenção dos enormes aparatos de mídia que montaram. O estudioso estima que o gasto mensal da IMPD com televisão chegue aos 5 milhões de reais mensais, embora o montante e a origem do dinheiro arrecadado sejam guardados sob sigilo absoluto. “A pressão pelo dinheiro já levou a uma monetarização dos cultos em vários grupos neopentecostais. Aqui, o milagre não acontece sem que os pastores, bispos ou apóstolos peçam dinheiro.”
Telinha disputada
Desde que assumiu 22 horas diárias na programação do Canal 21, da Rede Bandeirantes, Valdemiro Santiago, apóstolo da Igreja Mundial do Poder de Deus, evidenciou algo que até então era pouco falado: a guerra pela audiência evangélica na tevê brasileira. Além do Canal 21, a Mundial ocupa espaços na Bandeirantes, na Rede TV! e na Rede Boas Novas. A voracidade pela telinha se explica. Desde a década de setenta, quando televangelistas americanos como Pat Robertson, Rex Humbard e Jimmy Swaggart fizeram sucesso entre os crentes brasileiros, a TV se revelou o melhor espaço para ganhar almas para Cristo e fiéis para as igrejas.
O veterano missionário R.R.Soares está no ar desde 1980. Atualmente, a Igreja da Graça tem apostado suas fichas na própria emissora, a Rede Internacional de Televisão (RIT). Com programação diversificada, que inclui cultos, jornalismo, entretenimento, debates e infantis, entre outras atrações, a RIT tem abocanhado fatia grande do público evangélico. A Graça também investe pesado em TV aberta, com diversos horários comprados na Bandeirantes, CNT e Rede TV!
Já a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) é dona da Record, a segunda maior rede da televisão brasileira. Embora o projeto de desbancar a Globo não passe de megalomania do bispo Edir Macedo – apesar de alguns triunfos sobre a rival, como a exclusividade na transmissão dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012 –, a Record tem crescido e conquistado cada vez mais telespectadores e publicidade. Na Iurd, a estratégia é adquirir espaços na grade da Record para transmitir cultos e programas apresentados por seus bispos. Além da mídia própria, a igreja também compra horários na Rede TV!
***
Fonte: Cristianismo Hoje
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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Injusticas

Como é que um ser ONISCIENTE precisa testar as pessoas porque não sabe se elas lhe são fiéis ou não? Como é que um ser ONIPRESENTE pode não se manifestar diante de, por exemplo, o horror de um animal que estraçalha o outro e começa a comer suas entranhas enquanto o coração ainda bate e o medo ainda está nos olhos da vítima? Como é que se pode dizer que todo o mal que existe no mundo é culpa dos seres humanos se esse que foi citado logo acima e outros tantos existem e não tem nenhuma relação com o animal humano? Como é que uma mãe qualquer, que está infinitamente abaixo da grandeza que se atribui a deus, pode amar e proteger seu filho de uma forma mais total do que o deus que dizem que é pai?

Por essas e outras, depois de muito pensar nas coisas (tantas tantas!) que não sabe, uma pessoa mais questionadora e inconformada acaba por perceber e assumir seu ateísmo concluindo que não há a mínima possibilidade de existir deus, e que um deus que existisse e fosse o que dizem que ele é não elegeria representantes privilegiados, principalmente entre os homens, esses seres tão passíveis de corrupção e maldade.

Repetindo: Deus, por definição, é um criador todo poderoso e todo bom, nunca vemos ou ouvimos alguém que acredita nele, ou diz acreditar, defini-lo de outra forma que não seja essa, basicamente. Nunca alguém que crê em deus negaria, na definição do que seja deus essas duas características: ele é, tem que ser, poderoso e bom. Se você perguntar quão poderoso a resposta será “infinitamente”. Se perguntar o quanto ele é bom, a resposta será “infinitamente”. Deus é, portanto, por definição, infinitamente poderoso e infinitamente bom.

Daí se conclui que qualquer coisa, ser ou entidade que não seja infinitamente poderoso e infinitamente bom não será deus, certo? Ou seja, se por acaso existir uma mente qualquer que criou o mundo mas que não é bom nem ruim, não julga, não participa, não interfere, essa mente, que muitos agnósticos explicam que pode existir, não poderá ser chamada de deus. Deus, para ser deus, tem que ser infinitamente bom e infinitamente poderoso. É o deus cuja existência afirmam os deistas, é o deus cuja existência o ateu nega.

Deus é também o criador, tanto é que muitos usam a palavra criador no lugar da palavra deus para se referir a ele. Esse criador, que é deus, criou o universo, criou o mundo, criou tudo que vemos e tocamos, criou a nós mesmos. Não há deísta que não afirme com toda a convicção que deus é o criador e que deus criou tudo que há, dão inclusive como prova palpável da existência desse deus criador as coisas da natureza que invariavelmente encantam a percepção humana e que podem, inclusive, de forma um tanto spinoseana, ser confundidas com o próprio deus.

As flores e seus perfumes, as aves e suas cores, as frutas e seus sabores seriam manifestações de deus, seriam provas concretas da existência desse deus e até mesmo, querem alguns, da bondade infinita desse deus que criou tudo. Mas é claro que do horror do parasitismo mais torturante e letal que abunda nessa mesma natureza tão louvada, os deistas nem sequer tomam conhecimento e são ensinados nas igrejas a nem lembrar disso quando usam a natureza como prova da existência de deus.

Pois bem, se esse deus que é por definição infinitamente poderoso e infinitamente bom criou tudo o que existe, então ele teria fatalmente que ter criado também o mal e o tal capeta, diabo, canhoto ou do que mais o chamem, afinal, se criou tudo não há como se furtar de ser criador também do que há de ruim, feio, defeituoso. Venhamos e convenhamos, de acordo com os que nele creem, ele criou o homem e o homem, como espécie, é um digno representante do que se pode definir como ruim, feio, defeituoso. Por mais que existam pessoas maravilhosas no mundo, e existem muitas, essas mesmas pessoas hão de reconhecer que, como espécie, o ser humano não é nenhum modelo de virtudes.

Acontece que todos os que acreditam em deus afirmam que quem criou o mal fomos nós, os seres humanos. Sempre que algum ateu atrevido feito eu tem a audácia de colocar um deista diante da questão do mal e do fato duvidoso de o deus que ele afirma ser bom permitir a existência do mal, a resposta é que o mal não é culpa de deus e sim do homem. Todo ateu, toda pessoa que alguma vez levantou essa questão certamente já ouviu isso centenas de vezes, não existe outro argumento. Nós somos responsáveis por todos os males do mundo, inclusive, ironicamente, se a gente for acreditar no que os defensores de deus dizem, pelos males que existiam antes da própria criação da raça humana.

É engraçado que eles não se deem conta de que quando colocam a invenção do mal sobre as costas da raça humana nos acusam também de termos inventado todas as doenças e, consequentemente, os vírus, as bactérias, os parasitas, as falhas hereditárias. Teríamos inventado também todas as catástrofes naturais, fomos os criadores dos vulcões, dos terremotos e maremotos, dos relâmpagos, das secas e das enchentes. Fica engraçado dito assim, mas pensem bem, não é isso que estão dizendo quando culpam o ser humano pela existência do mal?

Somos os responsáveis pela existência do mal, portanto, seguindo esse raciocínio, deus não seria, na verdade, o criador de tudo. Tá, tudo bem, ele teria criado o ser humano que criou o mal, mas, ainda de acordo com o que dizem, ele, deus, não é culpado pela existência do mal, então, seguindo essa orientação e tirando essa responsabilidade das costas dele, deus deixa de ser o criador de tudo o que existe, ou seja, dessa forma, tira-se dele a responsabilidade pela criação do mal, que é parte do todo, e deus deixa de ser o criador de tudo, ele perde assim uma das características que o definem.

Sem essa qualidade de criador, que é parte constituinte dele, deus estaria incompleto e não existiria como deus, consequentemente e logicamente; ou poderia, no máximo, dividir função, porque alguém que não ele – e seguramente não o homem – teria criado tudo aquilo que ele não criou. Daí não teríamos um deus único, um único criador, como afirmam e querem os deistas. Vejam, pensem, um deus criador e único não pode deixar de ser responsável também pela criação do mal porque caso o faça deixa automaticamente de ser o único criador e passamos a precisar de um segundo deus.

Na verdade dá pra perceber um verdadeiro paradoxo aqui: Se deus criou tudo, criou também o mal, mas se criou o mal não pode ser, como afirmam, um deus todo bondade. Ao mesmo tempo, se ele não criou o mal, então não criou tudo. Em nenhuma das duas hipóteses deus se sustenta como o deus criador, todo poder e todo bondade como o definem. Parece que deus caiu numa arapuca: Se criou o mal não é deus porque não é todo bom, se não criou não é deus porque não é o criador de tudo. Decididamente é mais fácil acreditar que deus não existe.
Como é que um ser ONIPRESENTE pode não se manifestar diante de, por exemplo, o horror de um animal que estralhaça o outro e começa a comer suas entranhas enquanto o coração ainda bate e o medo ainda está nos olhos da vítima? O que fizeram os animais, para pagarem pelo de Adão e Eva?
O que fizemos NÓS? Quem pecou foi Eva, foi Adão. Nós pecamos por consequencia, pois deus nos condenou a todos (à imperfeição) pelo erro dos dois primeiros. Somos inclinados a pecar devido a nossa condição.
Você disse: “se cada um buscassem a Deus, vocês veriam a Glória de Deus se manifestando neste lugar!!” (sic). Então, como pode um deus de amor agir na vida de alguns enquanto outros milhões passam fome, morrem em guerras, mulheres são mutiladas e estupradas, crianças são transformadas em escravas sexuais, por aí vai….?

E essa é só uma das muitas questões.

Você vê justiça num deus que mata, ordena a guerra e mesmo sendo onipotente permite que o diabo reine por tantos milhares de anos?

Alguns dizem que deus permite isso para testar, para ver se somos fiéis a ele ou não. Mas que paradoxo: se deus realmente é oniciente, ele deveria saber TUDO, não? Para que testes? Deixar a humanidade passar por tudo isso, derramar litros de sangue, torturas, sofrimentos, dores, mortes, para provar algo que NO FUNDO ELE JÁ SABIA (pois se é onisciente sabe tudo)?

Você diz que o salvador vai voltar. Mas até lá, quantar pessoas precisarão sofrer, quantas crianças serão abusadas, espancadas, mortas? Quantos idosos sofrerão maus tratos? Quantas mulheres serão estupradas?
Mesmo que haja um livramento, e o SOFRIMENTO, e a DOR que as pessoas já sentiram?

Vamos supor que você ta passando na rua e vê um menino espancando rapaz inválido que pedia esmola no sinal, por exemplo. Chutando, batendo, maltratando… O rapaz inválido não tem a menor chance de se defender, fica lá sendo roubado e espancado. Você sabe que se o menino continuar vai acabar matando-o. Você sabe que você pode ir lá e defender o inválido a qualquer momento, afinal o agressor é só um menino pequeno. Pode chamar a polícia, chamar a mãe do menino, se meter no meio, gritar, chamar atenção, o que for. Você que é mulher de deus, que é uma boa pessoa (sem ironias, imagino que deve ser), que faria nessa situação?
Vamos continuar imaginando e vamos supor que você passe direto sem fazer NADA. Quando chegar a noite, duvido que sua cabeça não pese no travesseiro. Sei que não vai conseguir dormir, com a consciência pesada. Porque? Porque se você teve a chance de parar e não parou, se não acabou com o sofrimento daquele pobre homem inocente, EM PARTE A CULPA FOI SUA. Pois quem permite algo que tem o poder de parar, de certa forma ta causando algo. Você teria causado o sofrimento àquele pobre homem.
Com deus é a mesma coisa. Ele tem o poder de parar tudo isso na hora que quiser, no entando não o faz. Quem permite, tendo o poder de parar, causa.

fonte:http://extestemunhasdejeova.net/forum/viewtopic.php?f=12&t=5345 autorizado para leu leutraix

domingo, 19 de abril de 2015

A morte

A MORTE VISTA NO PRISMA DE LEU LEUTRAIX

É difícil ser ateu. Encaramos a morte com olhos aterrorizados. A despeito de todos saberem que ela é inevitável, nós a encaramos como o fim de tudo. Não esperamos nada do além-túmulo. Não estamos indo ao encontro a deus ou a eternidade.

Quando nos apaixonamos, não esperamos viver no paraíso ao lado de nossas esposas ou maridos. Tornar-se-á célebre a frase de Ann Druyan, viúva de Carl Sagan, um dos ateus mais respeitáveis dessa geração, ao falar da despedida do marido, no leito de morte: “Nenhum apelo a Deus, nenhuma esperança sobre uma vida pós-morte, nenhuma pretensão que ele e eu, que fomos inseparáveis por vinte anos, não estávamos dizendo adeus para sempre.” São palavras terríveis, mas sabemos que são verdade.

Sabemos. A consciência ateísta, quando surge, nos eleva a uma percepção única. Passamos a enxergar a vida como a areia da ampulheta, que escorre inexoravelmente pela fenda. Não importa o quão correta tenha sido sua vida, no fim, a morte reina absoluta. ANTONIO VIDES JUNIOR
É preciso mudar, e mudar o mudado.

Vejo a mote com muita naturalidade. Seja lá Quem ou o que fez tudo, fez pra que um dia acabasse, planetas, estrelas, oceanos, mares, vida unicelular, vital multicelular, e todo ser que vive um dia morre, e tudo funciona assim. Não consigo entender como pessoas dizem que queremos viver pra sempre, se tudo o que existe um dia vai acabar. Eu não consigo me ver vivendo eternamento, um dia de domingo em casa sem fazer nada já me mata de tédio, imagina uma "vida eterna" entediante, as pessoas pediriam a morte e ela não viria, seria igual ao vicio de crack, as pessoas querendo largar o vico e não podendo, seria igual quando temos insonia e não conseguimos dormir. As proprias palavras "Vida Eterna" é uma utopa, me digam alguma coisa, ser, planeta, estrela, qualquer coisa que seja palpável, visivel que exista nesse planeta ou fora dele, em algum lugar longinquo que seja eterno? NADA é eterno.

Eu não quero viver eternamente, por um unico motivo simples, não quero ser egoista com os outros bilhões de pessoas q morreram, ou todos os que nasceram e ainda vão nascer vão viver eternamente ou ninguem vive e aceita a condição de seu cilco de vida. É muito egoimo querer isso pra nós e nossos parentes e o resto que morra. Acho que a grande virtude dessa vida é: Primeiro, crecer feliz, Segundo: Levar uma vida feliz e normal, Terceiro: Fazer outras pessoas felizes, Quarto: Criar uma familia e passar bons valores adiante, Quinto: Envelhecer com pessoas que se gosta, e Sexto e mais importante: Morrer com dignidade, deixando um legado bom pra quem ficar.

O problema dos não-ateus é sempre achar que os ateus são pessoas infelizes, e q a morte pra eles é o fim de tudo, um fim melancolico. Falam isso como tendo a certeza que nunca vão morrer, e tendo a certeza que alguem os salvará... Não sou ateu, mais tb não acredito em julgamentos, morte, vida, quero crer sempre que o dia de amanha será melhor que o dia de hoje, e é farei o que puder pra que isso aconteça.
leu leutraix
LEU LEUTRAIX às 08:17
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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Segunda guerra mundial

No fundo do mar
leu leutraix

As luzes do amanhecer iluminavam debilmente o contorno das coisas. Vários homens, em fila indiana, acercaram-se rapidamente da praia, e buscaram refúgio entre as rochas. Um solitário avião alemão de reconhecimento passou nesse instante sobre o local. Os homens se imobilizaram, colados às parede das rochas. Segundos depois, o avião inimigo perdeu-se nas distância. Então, o grupo retomou as marcha. Agachados, todos se acercaram alguns metros mais da franja das ondas, fracas naquele ponto. Uma ordem partiu do que encabeçava o grupo. Pararam todos, e febrilmente começaram a abrir as sacolas que levavam. Num instante o chão de areia fina se cobriu de trajes de borracha e grandes escafandros. Uma nova ordem e os equipamentos foram colocados em fila. O comandante do grupo passou rapidamente e inspecionou cada elemento. Em seguida, com um gesto, ordenou a continuação da operação. Os homens começaram a vestir as roupas. Depois, auxiliados por um novo grupo que havia aparecido silenciosamente, ajustaram os escafandros. Compridos tubos de borracha foram arrastados até as pedras e atarrachados a bombas de ar, que permaneciam ocultas. Dois minutos depois, a equipe de mergulhadores estava pronta para descer às profundezas. Um a um, os homens foram submergindo. Em seguida, os que cuidavam das bombas cobriram com areia, os tubos que penetravam na água, e se esconderam apressadamente. A operação começara. A partir deste instante, a 10 ou 20 metros de profundidade, os mergulhadores ficaram entregues a sua sorte. Sua missão: extrair dos barcos afundados tudo que pudesse ainda ser de utilidade na defesa de Sebastopol. 

Ali, nas profundezas, havia granadas, bombas, peças de máquinas, medicamentos e armas. Tudo era útil. Tudo podia servir aos defensores. Mas também existia ali outra coisa que apavorava os mergulhadores. Algo que provocava reações tais que tornavam terrível o mergulho. Ali, em baixo, havia cadáveres. Cadáveres de homens e mulheres. E cadáveres de crianças. Centenas de homens, mulheres e crianças que pereceram ao afundar-se seus barcos sob o impacto das bombas alemães. E aquele cadáveres deviam ser apartados para os mergulhadores entrarem no interior dos barcos. E muitos deles, ao serem abertas as portinholas, saíam flutuando ao encontro dos vivos…

O espetáculo, horrendo, era temido pelos russos. Os mergulhadores russos, experientes e veteranos de cem campanhas, sofriam diante da idéia de flutuar num mundo silencioso e povoado de cadáveres. Porém, além dessa recusa instintiva, impunha-se a férrea decisão de resistir e salvar a sua cidade. E sem vacilar mergulhavam uma, outra, várias vezes.

Ao sair à superfície, nos momentos de calma em que a aviação alemã não sobrevoava a zona, os mergulhadores traziam caixões de granadas, peças de máquinas, e medicamentos principalmente. As granadas, sem perder um segundo, eram transportadas à linha de frente. Os medicamentos, bandagens especialmente, eram estendidas ao sol para secar e ficarem em condições de uso novamente. Os terríveis mergulhos se repetiram dia após dia, enquanto os russos mantiveram a cidade em suas mãos. Animados por uma fé inquebrantável, os mergulhadores desceram centenas de vezes. E milhares de granadas foram salvas e usadas contra o invasor.

CANHÃO DORA
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A cigarra rodrigo constantino


/ Blogs e Colunistas
Coluna
Rodrigo Constantino
Análises de um liberal sem medo da polêmica
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26/01/2015 às 16:42 \ Crise Internacional
A cigarra doente

A vitória da extrema-esquerda na Grécia, que formou um governo de coalizão com os nacionalistas de “direita”, mostra como um povo pode adotar a marcha da insensatez de forma voluntária. Não nego que os ajustes impostos pela farra irresponsável de antes são bastante dolorosos, mas a alternativa é muito pior. É como fugir da ressaca tentando se manter eternamente bêbado!
A Grécia falhou em adotar medidas realmente firmes de austeridade. Não cumpriu suas obrigações, e continua sem a menor condição de pagar seu enorme endividamento. Os eleitores resolveram simplesmente que o calote é a melhor opção, ou seja, em vez de apertar os cintos e fazer o dever de casa, melhor fingir que o problema nem existe e seguir normalmente com a vida de antes.
Só que as leis econômicas costumam ser inexoráveis e implacáveis com os irresponsáveis. A fatura inevitavelmente chega, cobrando juros e correção monetária. Os gregos tiveram que escolher entre a dolorosa fase de ajustes necessários ou a fuga pela tangente; escolheram o caminho mais fácil, e terão um futuro bem mais difícil e sombrio.
Durante o auge da crise europeia, escrevi um texto para a revista VOTO sobre o assunto, fazendo meu diagnóstico da situação: a Europa é uma cigarra doente, e a Grécia é, sem dúvida, a mais doente de todas. Mas eu já antecipava, ali, que as cigarras raramente se transformam em formigas trabalhadoras, e que provavelmente sua canção não poderia durar muito mais tempo. Esse tempo agora está acabando. Segue o texto:
A cigarra doente

Apesar do epicentro da crise mundial estar nos Estados Unidos, a economia européia é que foi parar na UTI. Mais especificamente, os países denominados PIGS (Portugal, Itália, Grécia e Espanha, na sigla em inglês) estão passando por um verdadeiro dilema sem fácil solução. A tragédia grega se espalha rapidamente para contaminar os demais membros da União Européia, todos eles vítimas do mesmo tipo de doença. Esta mazela tem nome: chama-se welfare state.

A vida animal numa natureza hostil nunca foi fácil. Não poderia ser diferente para os seres humanos. Sobreviver é uma árdua tarefa, sujeita a inúmeros riscos, além da constante necessidade de labutar para obter os recursos fundamentais. Viver bem então, levar uma “vida digna”, parece uma meta ainda mais audaciosa. Boa parte da humanidade simplesmente viveu ou vive à margem dessas benesses que os povos de nações desenvolvidas pelo capitalismo parecem tomar como certas. E quando a maioria do povo começa a encarar tais condições como “direitos” que são garantidos pelo governo, e não mais como resultado de um sistema que oferece liberdade individual e cobra responsabilidade em troca, eis quando os problemas começam.

Conceitos básicos obtidos pelo bom senso passam a ser ignorados por aqueles que, feito crianças mimadas, sonham que basta bater o pé no chão e pedir para ser atendido. Mas quem vai provê-los de tais “direitos”, na verdade vantagens duramente conquistadas? Ora, o Estado, “essa grande ficção através da qual todo mundo tenta viver à custa de todo mundo”, como dizia Bastiat. Essas pessoas, imbuídas de uma mentalidade coletivista que justifica tudo pelo “social”, esquecem que para alguém desfrutar do direito a produtos feitos pelos homens, outro deve ser obrigado a trabalhar para produzi-los. Afinal, casas, remédios, roupas, alimentos, nada disso cai do céu. Quando um povo ignora como tais recursos são possíveis, quando ele passa a acreditar que basta o governo decretar, e todos os desejos serão realizados, o encontro com a dura realidade será questão de tempo.

E o tempo de ajustes dolorosos para os europeus chegou. O aumento na quantidade de “direitos” oferecidos pelos governos europeus aos seus eleitores foi impressionante nas últimas décadas. Para financiar tais promessas, a carga tributária já subiu a patamares assustadores, fazendo com que um típico europeu tenha que trabalhar quase a metade do ano apenas para pagar impostos. A rigidez das leis trabalhistas, na ingênua crença de que garantiriam segurança aos trabalhadores (já empregados), engessou a economia, dificultando a demissão e, portanto, a contratação de pessoal. Os governos encontraram, como única alternativa para honrar seus gastos excessivos, a opção de emitir dívida. O endividamento desses governos em relação às suas economias chegou a graus insustentáveis em alguns casos.

Enquanto a maré toda está subindo, por conta de choques produtivos com a entrada de bilhões de eurasianos no mercado de trabalho, ou pela manutenção das taxas de juros em níveis artificialmente baixos, tudo parece bem. Mas quando a bolha estoura e a maré baixa, aqueles que nadavam pelados ficam expostos. É justamente este o caso de boa parte da Europa. Seu modelo de welfare state apresenta grande semelhança ao esquema Ponzi de pirâmide. Os trabalhadores novos vão sendo forçados a trabalhar mais para pagar pelos “direitos” dos outros. A previdência social, altamente benigna, no papel, com os aposentados, vai acumulando um rombo explosivo. Ocorre que a demografia não mais ajuda. Os europeus passaram a ter menos filhos. A conta não fecha. E a economia mundial deixou de ajudar, entrando em recessão. A bomba-relógio parece cada vez mais próxima de explodir.

O que deve ser feito é bastante claro do ponto de vista teórico. Esses governos precisam apertar bastante seus cintos, reduzir drasticamente seus gastos, soltar as amarras burocráticas que travam o dinamismo econômico, e deixar o setor privado respirar ares mais livres. Em resumo, a Europa precisa realizar reformas liberais, voltar a aceitar a realidade como ela é. O trabalho precisa ser enaltecido, em vez da vida parasitária à custa dos outros. A responsabilidade, sempre individual, precisa retornar, jogando para escanteio a utopia coletivista. Os fatos devem ser enfrentados. A formiga, enfim, precisa ser mais valorizada que a cigarra.

Há, entretanto, um grave problema na equação: convencer esse povo, agora já acostumado, a abrir mão dos privilégios insustentáveis. Muitos já ameaçam ou até fazem greves gerais, mostrando que não aceitarão, sem luta, regressar à realidade, largar o osso oferecido pelo governo no passado. A cigarra, mesmo doente, não deseja abrir os olhos e verificar que aquela dolce vita não existe mais. Ela irá relutar até o final. Só que as formigas cansaram de bancar a farra da cigarra. Até quando ela conseguirá cantar assim? 

Rodrigo Constantino

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