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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Injusticas

Como é que um ser ONISCIENTE precisa testar as pessoas porque não sabe se elas lhe são fiéis ou não? Como é que um ser ONIPRESENTE pode não se manifestar diante de, por exemplo, o horror de um animal que estraçalha o outro e começa a comer suas entranhas enquanto o coração ainda bate e o medo ainda está nos olhos da vítima? Como é que se pode dizer que todo o mal que existe no mundo é culpa dos seres humanos se esse que foi citado logo acima e outros tantos existem e não tem nenhuma relação com o animal humano? Como é que uma mãe qualquer, que está infinitamente abaixo da grandeza que se atribui a deus, pode amar e proteger seu filho de uma forma mais total do que o deus que dizem que é pai?

Por essas e outras, depois de muito pensar nas coisas (tantas tantas!) que não sabe, uma pessoa mais questionadora e inconformada acaba por perceber e assumir seu ateísmo concluindo que não há a mínima possibilidade de existir deus, e que um deus que existisse e fosse o que dizem que ele é não elegeria representantes privilegiados, principalmente entre os homens, esses seres tão passíveis de corrupção e maldade.

Repetindo: Deus, por definição, é um criador todo poderoso e todo bom, nunca vemos ou ouvimos alguém que acredita nele, ou diz acreditar, defini-lo de outra forma que não seja essa, basicamente. Nunca alguém que crê em deus negaria, na definição do que seja deus essas duas características: ele é, tem que ser, poderoso e bom. Se você perguntar quão poderoso a resposta será “infinitamente”. Se perguntar o quanto ele é bom, a resposta será “infinitamente”. Deus é, portanto, por definição, infinitamente poderoso e infinitamente bom.

Daí se conclui que qualquer coisa, ser ou entidade que não seja infinitamente poderoso e infinitamente bom não será deus, certo? Ou seja, se por acaso existir uma mente qualquer que criou o mundo mas que não é bom nem ruim, não julga, não participa, não interfere, essa mente, que muitos agnósticos explicam que pode existir, não poderá ser chamada de deus. Deus, para ser deus, tem que ser infinitamente bom e infinitamente poderoso. É o deus cuja existência afirmam os deistas, é o deus cuja existência o ateu nega.

Deus é também o criador, tanto é que muitos usam a palavra criador no lugar da palavra deus para se referir a ele. Esse criador, que é deus, criou o universo, criou o mundo, criou tudo que vemos e tocamos, criou a nós mesmos. Não há deísta que não afirme com toda a convicção que deus é o criador e que deus criou tudo que há, dão inclusive como prova palpável da existência desse deus criador as coisas da natureza que invariavelmente encantam a percepção humana e que podem, inclusive, de forma um tanto spinoseana, ser confundidas com o próprio deus.

As flores e seus perfumes, as aves e suas cores, as frutas e seus sabores seriam manifestações de deus, seriam provas concretas da existência desse deus e até mesmo, querem alguns, da bondade infinita desse deus que criou tudo. Mas é claro que do horror do parasitismo mais torturante e letal que abunda nessa mesma natureza tão louvada, os deistas nem sequer tomam conhecimento e são ensinados nas igrejas a nem lembrar disso quando usam a natureza como prova da existência de deus.

Pois bem, se esse deus que é por definição infinitamente poderoso e infinitamente bom criou tudo o que existe, então ele teria fatalmente que ter criado também o mal e o tal capeta, diabo, canhoto ou do que mais o chamem, afinal, se criou tudo não há como se furtar de ser criador também do que há de ruim, feio, defeituoso. Venhamos e convenhamos, de acordo com os que nele creem, ele criou o homem e o homem, como espécie, é um digno representante do que se pode definir como ruim, feio, defeituoso. Por mais que existam pessoas maravilhosas no mundo, e existem muitas, essas mesmas pessoas hão de reconhecer que, como espécie, o ser humano não é nenhum modelo de virtudes.

Acontece que todos os que acreditam em deus afirmam que quem criou o mal fomos nós, os seres humanos. Sempre que algum ateu atrevido feito eu tem a audácia de colocar um deista diante da questão do mal e do fato duvidoso de o deus que ele afirma ser bom permitir a existência do mal, a resposta é que o mal não é culpa de deus e sim do homem. Todo ateu, toda pessoa que alguma vez levantou essa questão certamente já ouviu isso centenas de vezes, não existe outro argumento. Nós somos responsáveis por todos os males do mundo, inclusive, ironicamente, se a gente for acreditar no que os defensores de deus dizem, pelos males que existiam antes da própria criação da raça humana.

É engraçado que eles não se deem conta de que quando colocam a invenção do mal sobre as costas da raça humana nos acusam também de termos inventado todas as doenças e, consequentemente, os vírus, as bactérias, os parasitas, as falhas hereditárias. Teríamos inventado também todas as catástrofes naturais, fomos os criadores dos vulcões, dos terremotos e maremotos, dos relâmpagos, das secas e das enchentes. Fica engraçado dito assim, mas pensem bem, não é isso que estão dizendo quando culpam o ser humano pela existência do mal?

Somos os responsáveis pela existência do mal, portanto, seguindo esse raciocínio, deus não seria, na verdade, o criador de tudo. Tá, tudo bem, ele teria criado o ser humano que criou o mal, mas, ainda de acordo com o que dizem, ele, deus, não é culpado pela existência do mal, então, seguindo essa orientação e tirando essa responsabilidade das costas dele, deus deixa de ser o criador de tudo o que existe, ou seja, dessa forma, tira-se dele a responsabilidade pela criação do mal, que é parte do todo, e deus deixa de ser o criador de tudo, ele perde assim uma das características que o definem.

Sem essa qualidade de criador, que é parte constituinte dele, deus estaria incompleto e não existiria como deus, consequentemente e logicamente; ou poderia, no máximo, dividir função, porque alguém que não ele – e seguramente não o homem – teria criado tudo aquilo que ele não criou. Daí não teríamos um deus único, um único criador, como afirmam e querem os deistas. Vejam, pensem, um deus criador e único não pode deixar de ser responsável também pela criação do mal porque caso o faça deixa automaticamente de ser o único criador e passamos a precisar de um segundo deus.

Na verdade dá pra perceber um verdadeiro paradoxo aqui: Se deus criou tudo, criou também o mal, mas se criou o mal não pode ser, como afirmam, um deus todo bondade. Ao mesmo tempo, se ele não criou o mal, então não criou tudo. Em nenhuma das duas hipóteses deus se sustenta como o deus criador, todo poder e todo bondade como o definem. Parece que deus caiu numa arapuca: Se criou o mal não é deus porque não é todo bom, se não criou não é deus porque não é o criador de tudo. Decididamente é mais fácil acreditar que deus não existe.
Como é que um ser ONIPRESENTE pode não se manifestar diante de, por exemplo, o horror de um animal que estralhaça o outro e começa a comer suas entranhas enquanto o coração ainda bate e o medo ainda está nos olhos da vítima? O que fizeram os animais, para pagarem pelo de Adão e Eva?
O que fizemos NÓS? Quem pecou foi Eva, foi Adão. Nós pecamos por consequencia, pois deus nos condenou a todos (à imperfeição) pelo erro dos dois primeiros. Somos inclinados a pecar devido a nossa condição.
Você disse: “se cada um buscassem a Deus, vocês veriam a Glória de Deus se manifestando neste lugar!!” (sic). Então, como pode um deus de amor agir na vida de alguns enquanto outros milhões passam fome, morrem em guerras, mulheres são mutiladas e estupradas, crianças são transformadas em escravas sexuais, por aí vai….?

E essa é só uma das muitas questões.

Você vê justiça num deus que mata, ordena a guerra e mesmo sendo onipotente permite que o diabo reine por tantos milhares de anos?

Alguns dizem que deus permite isso para testar, para ver se somos fiéis a ele ou não. Mas que paradoxo: se deus realmente é oniciente, ele deveria saber TUDO, não? Para que testes? Deixar a humanidade passar por tudo isso, derramar litros de sangue, torturas, sofrimentos, dores, mortes, para provar algo que NO FUNDO ELE JÁ SABIA (pois se é onisciente sabe tudo)?

Você diz que o salvador vai voltar. Mas até lá, quantar pessoas precisarão sofrer, quantas crianças serão abusadas, espancadas, mortas? Quantos idosos sofrerão maus tratos? Quantas mulheres serão estupradas?
Mesmo que haja um livramento, e o SOFRIMENTO, e a DOR que as pessoas já sentiram?

Vamos supor que você ta passando na rua e vê um menino espancando rapaz inválido que pedia esmola no sinal, por exemplo. Chutando, batendo, maltratando… O rapaz inválido não tem a menor chance de se defender, fica lá sendo roubado e espancado. Você sabe que se o menino continuar vai acabar matando-o. Você sabe que você pode ir lá e defender o inválido a qualquer momento, afinal o agressor é só um menino pequeno. Pode chamar a polícia, chamar a mãe do menino, se meter no meio, gritar, chamar atenção, o que for. Você que é mulher de deus, que é uma boa pessoa (sem ironias, imagino que deve ser), que faria nessa situação?
Vamos continuar imaginando e vamos supor que você passe direto sem fazer NADA. Quando chegar a noite, duvido que sua cabeça não pese no travesseiro. Sei que não vai conseguir dormir, com a consciência pesada. Porque? Porque se você teve a chance de parar e não parou, se não acabou com o sofrimento daquele pobre homem inocente, EM PARTE A CULPA FOI SUA. Pois quem permite algo que tem o poder de parar, de certa forma ta causando algo. Você teria causado o sofrimento àquele pobre homem.
Com deus é a mesma coisa. Ele tem o poder de parar tudo isso na hora que quiser, no entando não o faz. Quem permite, tendo o poder de parar, causa.

fonte:http://extestemunhasdejeova.net/forum/viewtopic.php?f=12&t=5345 autorizado para leu leutraix